17 abr

Paraty: a Veneza brasileira

por Renata Monti
A igreja de Santa Rita, no centro histórico de Paraty

Pode parecer clichê, eu sei, mas eu tenho uma regra de ouro sobre as cidades coloniais brasileiras: elas fazem o seu coração bater mais devagar. <3 Aquele calçamento irregular, as janelas coloridas, o aroma das comidas, a fala mansa do povo local… tudo isso cria uma atmosfera única. Bem, Paraty reúne todos esses atributos e vai além, eu diria. Tem a arquitetura incrível, com seus casarões históricos dos séculos XVII e XVIII – que te proporcionam uma verdadeira viagem no tempo – e ainda de um lado, o mar, e de outro, as montanhas abraçando todo aquele visual (já desacelerei só de pensar!).

O passeio de charrete pelas ruas históricas

Na maré alta, a cidade é alagada pelo mar, o que gera a comparação com Veneza, na Itália. Ainda são charmosas, históricas e únicas. Claro, cada uma com seu estilo.

QUANDO IR

No período de dezembro a fevereiro, em pleno verão (os termômetros chegam a 40ºC), a cidade vive sua alta temporada. Por isso, quem não curte lugar cheio, deve evitá-la. Por outro lado, é uma época de efervescência cultural, com muitos artistas de rua, turistas de todo o mundo. Tem ainda o Carnaval, que conta com os blocos e bandas de fanfarra. É uma festa!

A partir de março, Paraty fica mais tranquila e com temperaturas mais amenas. Chove. Porém, nos fins de semana, você encontra as ruelas mais movimentadas. Com vocação para eventos, vale sempre consultar a agenda para saber o que vai rolar por lá (veja aqui).

Os passeios de barco saem do píer em frente à igreja de Santa Rita

Em maio, recomendo o Bourbon Festival, e em junho, para os companheiros foodies, o Festival do Camarão. E, claro, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) não pode ficar fora, em Julho.

Em agosto, tem o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores… então tem que ir também! rs E a Folia Gastronômica é outro programa imperdível, em novembro. Ou seja: você sempre terá bons motivos para visitar a cidade.

O QUE FAZER

Andar pelas ruas do centro histórico de Paraty já é um programão. Sim, as pedras são irregulares, mas nada que te exija muito esforço. Os casarões abrigam lojinhas de artesanato caiçara, doces, cachaças, geleias e outras delícias. Os restaurantes são um capítulo à parte, e eu conto essa história para vocês em outro post.

O passeio de charrete pelas ruelas históricas é imperdível. Os cavaleiros contam a história local, param em pontos turísticos para as fotos e você se sente como se estivesse no Brasil Colônia.

As lojas com artesanato local

A Casa da Cultura de Paraty é outro presente. A entrada é franca e por lá você confere exposições, filmes e apresentações musicais. Se quiser ver o que está em cartaz por lá, é só clicar aqui.

Reserve um dia só para fazer o passeio de barco. Em geral, as pessoas compram um bilhete para escunas lotadas, com mais de 50 pessoas. Aí vai a minha dica: caminhe até o porto, bem ali perto da igreja, e negocie direto com os barqueiros. Você vai conseguir um preço similiar, se estiver em grupo, com a vantagem de ir num barco só para você. O que eu fiz levou cinco horas e percorremos diversos pontos, vimos a ilha do Amyr Klink, paramos para almoçar numa praia.

A maré alta alaga parte do centro histórico

 

 

 

 

 

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